Uma História de Amor em Nova York

Tinha vencido o contrato de locação do apartamento de Juliana. Ela estava em Nova York, melhorando seu inglês, fez boas amizades, mas não imaginava que achar um lugar para morar na cidade que nunca dorme fosse tão difícil. Procurava há semanas uma nova moradia, mas sem sucesso. Seu prazo estava esgotando, ela tinha que sair do apartamento da avenina cinco o mais rápido possível. Se cadastrou em um daqueles sites para moradia. No dia 30 de dezembro ver um anúncio que chamou sua atenção, a pessoa que anunciou dizia que procurava alguém para dividir as despesas, porém, mais que isso que fossem amigas. Dizia no anúncio o tão chato era morar com alguém sem afinidades. Juliana naquele exato momento, às 10h da manhã liga para a responsável da publicação e acertam se encontrar às 13h.

Quando Juliana toca a campainha só pensava em encontrar um lugar bacana para mudar-se no dia 31. Abre a porta Sidney, bem nova yorkina, olhos azuis, esbelta, alta e um pouco blasé. As duas se cumprimentam, Joaquina mostra o apartamento e sentam na sala. Também se encontra com a Sidney, a Francesca, uma italiana que precisava partir após o réveillon, pois sua passagem estava marcada. A Sidney e a Francesca dividiam o apartamento há um ano. Mas ao conversarem Francesca vira coadjuvante e parecia que naquele momento só existiam Juliana e a Sidney.

A empatia entre Sidney e Juliana foi tamanha que Sidney convidou-a para passar a virada do ano juntas, mas Juliana já tinha planos iria virar o ano com alguns amigos. Mas as duas, simplesmente, de forma espontânea simpatizaram uma com a outra. Passaram a tarde jogando conversa fora e desceram para tomar um drink. Combinaram em dividir o apartamento e no dia 1 de janeiro Juliana já mudaria para lá.

No dia da mudança quem recebeu Juliana foi a Francesca, pois Sidney só chegaria à noite. Conversaram bastante naquele dia. Francesca sentiu uma certa liberdade e cantou Juliana, mas a mesma disse que ela era uma mulher interessante, no entanto, ela não achava ideal as duas se relacionarem, já que Francesca iria voltar para a Itália foi quando Sidney entrou no assunto e Francesca comentou que ela era heterossexual e tinha um namorado. Juliana ficou um pouco decepcionada, mas disse que não faria nada até porque ambas dividiriam o mesmo espaço e isso poderia atrapalhar a convivência.

Em uma semana Sidney e Juliana pareciam melhores amigas. Tudo que uma fazia a outra estava presente, vice e versa. Assim não era muito difícil de imaginar que a estrelinha brilharia para as duas. Juliana chegou cansada do estágio, Sidney estava envolvida nos seus estudos acadêmicos (ela fazia Direito), as duas resolveram tomar um chopp, os olhares se encontraram, Sidney passou a mão no cabelo da Juliana, ela a olhou profundamente e as duas se beijaram. Esse beijo durou uma eternidade. Sidney disse que sempre quis beijar uma mulher, mas não tinha encontrado a pessoa certa. Juliana diz que gostaria que isso não atrapalhasse na relação das duas quando Sidney a beijou novamente.

Aquele dia, sim, foi um dia especial para ambas. Juliana assim que amanheceu o dia leva um café da manhã na cama para a Sidney. As duas sem questionar vivem aquele momento mágico. Começam a ir a exposições de arte juntas, ao teatro juntas, ao cinema juntas, começam a fazer tudo juntas. Juliana dar uma tulipa para a Sidney sua flor favorita. Compra chocolates, prepara almoço, jantar. Iniciam uma realidade até então muito diferente para a Sidney, mas ela se encontra tão encantada que não pensa em nada. Seu namorado começa a cobrar a sua ausência. Ela termina o namoro. Dar um livro de poesias sobre amor com dedicatória para a Juliana. Andam de mãos dadas por Nova York.

Sidney apresenta Juliana para a família. Todos gostam dela e perguntam várias coisas sobre o Brasil, para eles o nosso país tudo pode e Juliana explica como tudo funciona por aqui. Combinam de passar o carnaval no Rio de Janeiro na casa da Juliana. Todos simpatizam com ela. Sidney só suspira. As duas não pensam em mais nada.

“Juliana eu quero ter filhos.” Sidney, diz: “Nós podemos ter filhos! Eles serão lindos! Já pensou se nascem com seus olhos azuis e meu cabelo preto? Você é linda, certamente, teremos filhos lindos!” Juliana colhe flores do jardim do prédio e dar quase todos dias para a Sidney. Sidney aprendeu uma receita nova para surpreender Juliana. Elas planejam viagem para o Brasil, Sidney quer conhecer os pais da Juliana. Juliana já pensa em fixar moradia em Nova York. Começa a procurar emprego no setor de negócios, sua área. Sidney envia alguns currículos para os amigos. Elas já se beijam na rua. Se abraçam como um casal enamorado.

Até que Sidney começa a pensar que o amor não é tão lindo como imagina quando o porteiro sussurra que aquilo era uma pouca vergonha. As duas descem de um táxi porque o motorista diz que homossexuais irão arder no fogo do inferno. As amigas da Sidney se afastam. Ela nunca tinha sentido o preconceito antes, Juliana sim, pois, ela já foi casada e sabia o quão cruel o ser humano pode ser.

Sidney tem crises existenciais. Começa a sair sem a Julaina. Juliana não entende, mas deixa seu amor livre. Até que um dia Sidney diz que está conhecendo um novo rapaz. Juliana arruma suas malas e vai embora. Sidney não consegue viver sem Juliana, vai a sua procura, as duas reatam, mas Juliana já está adaptada a sua nova vida, iniciou um novo curso, conheceu novas pessoas e está saindo com uma garota.

Sidney chora. Não sabe o que fazer. Mas deixa Juliana livre. As duas tentam viver novamente aquela paixão que ficou para trás. Mas já está tudo tão diferente. Juliana recebe uma ótima proposta de emprego para voltar ao Brasil. Sidney diz que vai com ela. Juliana organiza toda a viagem de volta. Mas Sidney diz que não está preparada. Juliana a beija e agradece por todos os momentos lindos que passaram juntas. Sidney chora, soluça e afirma que seu grande amor tinha sido ela. Juliana fala: “Vamos comigo?” Sidney chora inconsoladamente e diz: “Eu não posso.” Juliana: “Eu te amo!” Sidney: “Eu também.” Juliana entra na sala de embarque. Antes de partir dar um tchau com a mão.

Assim que os grandes amores não ficam juntos.

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