Luizinho

Luizinho desde que nasceu sempre foi o centro das atenções. O bebê que já nasceu com belos traços era o chamego de todos. Todos sem exceção tem uma história para contar sobre a sua infância, das disputas que existiam para cuidar dele, eram primas, tias, avó, vizinhas, etc, etc; O menino nasceu para encantar. Mas todo esse magnetismo por ora poder ser bom, por ora não tão bom assim. Mas ele era bobo. Sabe aquele garoto da sua turma da escola considerado o palhaço? Pois bem, era ele, um bobo da corte. Então as maldades passavam despercebidas.

Luizinho era assim, ame-o ou deixe-o; nem ele tinha consciência do que acontecia ao seu redor. Enquanto muitos torciam o nariz, outros o tratavam como rei. Ele muito ingênuo, era feliz, muito feliz. Sem falar que a harmonia dos seus traços físicos despertavam paixões. Quantas meninas fizeram de tudo para tê-lo? Ele quase não se esforçava e sempre tinha uma menina da escola, do inglês, da academia, cursinho, trabalho, faculdade… ele nunca experimentara a solidão.

Luizinho só não sabia que ninguém é tão querido assim, principalmente, quando mesmo sem querer há uma espécie de campo magnético ao redor que não o torna despercebido. No entanto, um garoto não se preocupa com certas bobagens. Ele seguia a fluência do rio. Para ele riqueza nunca foi dinheiro e sim sentimento. Que bobo ele! Ele, tampouco, percebia quem era de verdade ou de mentira. Porém, uma certeza ele tinha, quem o amou, amou de verdade, porque ele nunca se esforçou para nada e na sua vida nunca faltou quem fizesse loucuras pelo seu coração.

Até que um dia ele pensou que seu encanto causava erupções, ele era um vendaval e por onde passava gerava devastações. Sim, ele começou a perceber o que se passava ao seu redor e resolveu ir para o outro lado; o lado dos que faziam tudo para não magoar, ora isso funcionava, ora ele mesmo se magoava ou machucava alguém. Pensou que poderia existir um manual para saber viver, pois ele se perdia nessa estrada. Quem era o Luizinho da história?

Luizinho apenas era mais feliz quando não tinha razão. Luizinho pensava que certos acontecimentos fossem assim porque deveriam ser assim e assim era para todo mundo. Mal sabia ele que ao ir para o centro do salão fosse a ambição de alguns e essa sua facilidade em andar pelo salão fosse tão questionada. Mas ele não sabia. Para ele era, não sei, só sei que é assim. Entretanto, Luizinho aconteça o que acontecer sempre será o bobo da corte. Bobo é o que o torna feliz! Para ele com ou sem consciência a vida só tem graça se gargalharmos à toa.

Luizinho não se importe tanto, culpa todos nós buscamos, aponte e siga o fluxo. Olha, tudo que lhe acontece é por merecimento se é assim ou desassim não é da sua alçada decidir, os destinos se cumprem, apenas faça o que de melhor sabe fazer: Ser feliz e amar ao próximo! O resto é o resto. Siga o fluxo! Juro, Luizinho, que quando precisares de um ombro amigo a Alice sempre estará contigo. “Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si é sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti… Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu é sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu. É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações e assim ter amigos contigo em todas as situações.”

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